Cranioestenose

Cranioestenose é uma deformidade progressiva da cabeça do bebê, que se dá pelo fechamento precoce de uma ou mais suturas cranianas - articulações fibrosas que estabelecem ligações entre os ossos dessa região.

O que é?

Cranioestenose é uma deformidade progressiva da cabeça do bebê, que se dá pelo fechamento precoce de uma ou mais suturas cranianas - articulações fibrosas que estabelecem ligações entre os ossos dessa região. Suas causas podem estar associadas a fatores genéticos e às condições da gestação. E, ao contrário do que se pensa, a cranioestenose não causa retardo mental. A cranioestenose ocorre devido a mutações genéticas específicas. Existem duas formas: as não sindrômicas e as sindrômicas. As cranioestenoses não sindrômicas ocorrem em um a cada 2.500 nascidos vivos. A plagiocefalia posicional, por outro lado, ocorre por eventos externos, como posicionamento compressivo da cabeça do bebê dentro do útero, uso indiscriminado e muito prolongado de cadeirinhas tipo “bebê conforto” ou até mesmo por dormir sempre do mesmo lado no berço.


Sintomas?

A assimetria craniana ou os formatos anormais da cabeça, que pioram com o passar dos meses, são os principais sinais de cranioestenose. A principal função da caixa craniana é proteger o cérebro. Além da importância estética, a simetria do desenvolvimento do crânio é um sinal de saúde da criança.


Como diagnosticar?

A tomografia de crânio com reconstrução 3D mostra a sutura precocemente fechada. O diagnóstico precoce, o planejamento cirúrgico personalizado e a correção adequada da cranioestenose são os passos fundamentais do tratamento neurocirúrgico. A tomografia de crânio com reconstrução 3D fornece o diagnóstico definitivo do fechamento precoce da sutura craniana, mas deve ser indicada com parcimônia, pois há exposição do sistema nervoso central ao raio-x.


Tratamento?

A cranioestenose (assimetria craniana devido ao fechamento precoce das “moleiras” e suturas cranianas) e a plagiocefalia posicional (“cabeça torta”, por posicionamento inadequado do bebê) têm tratamentos que devem ser instituídos preferencialmente até o sexto mês de vida.

A maior parte dos casos não são sindrômicos e sim deformidades pelo fechamento de apenas uma sutura que provocam formatos específicos da cabeça acometida: Trigonocefalia (sutura metópica), Plagiocefalia anterior (sutura coronal unilateral) e Escafocefalia (sutura sagital).

O tratamento dos casos é exclusivamente cirúrgico, e o planejamento cirúrgico em conjunto com os pais é muito importante. "A criança não operada pode não atingir o máximo de inteligência que seria possível para seu cérebro, e em casos específicos apresentar alterações visuais por deformidade das órbitas, por isso é tão importante aderir à recomendação e planejamento cirúrgico do médico que acompanha", explica Dr. Fernando Gomes Pinto, neurocirurgião da Beneficência Portuguesa de São Paulo.

Avanços tecnológicos também têm sido incorporados ao tratamento, garantindo melhores resultados estéticos e funcionais, como a fixação do crânio remodelado cirurgicamente com miniplacas absorvíveis, o desenvolvimento de técnicas endoscópicas minimamente invasivas e a utilização de órtese craniana (capacete).

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