Câncer de Tireóide

O que é?

A tireóide é uma pequena glândula situada na parte da frente do pescoço e responsável pela produção do hormônio tireoideano de extrema importância para o funcionamento perfeito de vários órgãos do nosso organismo. Os tumores que ali surgem são três vezes mais comuns em mulheres do que em homens e ocorrem, principalmente, em adultos jovens. A taxa de cura é bastante elevada, com até 95% dos pacientes vivos e bem, mesmo cinco anos após o diagnóstico.


Tipos de Câncer de Tireóide

Os principais tipos de tumores que crescem na tireoide são chamados papilífero, folicular, medular e anaplásico; os outros tipos são bem mais raros. Cada um tem características próprias e os comportamentos biológicos podem diferir muito entre alguns desses tipos. Os dois primeiros, por exemplo, têm prognóstico excelente e o último, bastante desfavorável por conta de sua alta agressividade.

Sintomas e Diagnóstico

Existe uma grande série de sintomas que podem estar presentes. Os mais comuns incluem sangramento na urina, dor lombar ou abdominal lateral, e sensação de uma massa abdominal. Entretanto, atualmente é muito comum os pacientes serem diagnosticados sem nenhum sintoma aparente. Nesses casos, na maioria das vezes ocorre o diagnóstico acidental quando está se realizando algum exame de imagem abdominal, como Ultrassom ou Tomografia, por outros motivos (ex. apendicite, colecistite, etc.). Lesões tumorais suspeitas no rim são geralmente submetidas de imediato à biópsia ou à ressecção cirúrgica. O diagnóstico definitivo do câncer de rim só é feito com a análise do tumor em microscópio.

Fatores de Risco

Histórico de exposição a radiação configura em um dos principais fatores de risco. Desastres nucleares na história da humanidade sempre vieram acompanhados por uma elevada incidência de tumores de tireoide (bombas de Hiroshima e Nagasaki, acidente de Chernobyl). Está descrito também que a ingestão deficiente de iodo no sal aumenta o seu risco. Além de tudo isso, alguns casos de tumores de tireoide têm, claramente, uma base familiar. Cerca de 25% dos medulares são familiares; uma mutação em um gene chamado RET é o responsável por isso. Filhos de pais com esse tumor devem ter acompanhamento médico desde a infância.

Estadiamento

A combinação de exame físico detalhado com exames de imagem (Ultrassonografia, Tomografias) determina a extensão das lesões. Na vasta maioria, os tumores estão restritos à glândula e nem mesmo se deslocaram para linfonodos regionais. A grande exceção são os tumores anaplásicos, cujo crescimento é bastante rápido e, frequentemente, já exibem envolvimento de outros órgãos ao diagnóstico. Tumores acima de 1cm, que já comprometeram linfonodos do pescoço e ultrapassaram os limites da tireoide, têm indicação de realização de exame à base de iodo para detectar se há alguma célula tumoral remanescente no pescoço ou em outro órgão (pulmão, ossos).

Tratamento

Cirurgia é a principal modalidade de tratamento. Em geral, retira-se a glândula tireoide por inteiro, fazendo-se reposição hormonal depois. Casos selecionados devem receber um tipo de iodo radioativo após a cirurgia, na intenção de eliminar qualquer célula tumoral residual. Ressalte-se que esses são tumores altamente curáveis, e raros pacientes desenvolvem metástases a distância. Em casos mais graves e resistentes ao tratamento com radio-iodo, faz-se necessário o uso de quimioterapia e de medicações alvo-moleculares, que bloqueiam a formação dos vasos sanguíneos do tumor.

Rastreamento e Prevenção

Pessoas que se encaixam em alguns dos fatores de risco mencionados devem ter acompanhamento regular. Além disso, Ultrassonografias podem ser usadas para vigiar nódulos tireoideanos. Deve ser ativamente pesquisada a presença do gene RET em membros de família de pacientes acometidos pelo tipo medular.

Novidades Contra o Câncer de Tireóide

A incorporação de drogas-alvo no arsenal terapêutico contra os tumores de tireoide tem sido a principal novidade. São medicamentos orais, de uso diário e com toxidades manejáveis. Outro avanço foi a descoberta do envolvimento do gene RET na origem do tipo medular.

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