Câncer do Fígado

O que é?

O câncer de fígado tem origem nos hepatócitos (células capazes de sintetizar proteínas), ductos biliares (estruturas tubulosas longas que carregam a bile) ou nos vasos sanguíneos. Essas células estão no fígado e podem iniciar o câncer, único ou com múltiplos nódulos, em sua superfície ou dentro do órgão. É mais frequente nos países asiáticos e africanos, onde há endemia de hepatites virais. Nos países ocidentais, se relaciona com cirrose alcoólica. Acomete mais homens em idade adulta.


Tipo de Câncer do Fígado

O tipo mais comum é o chamado hepatocarcinoma ou carcinoma hepatocelular (originado dos hepatócitos), correspondendo a cerca de 90% dos casos. Outros tipos são o colangiocarcinoma (originado dos ductos biliares que transportam a bile do fígado para o intestino), o angiossarcoma (originado dos vasos sanguíneos que irrigam o órgão) e o hepatoblastoma (tumor maligno raro que atinge recém-nascidos e crianças).

Sintomas e Diagnóstico

Os sintomas mais comuns são dor abaixo das costelas à direita, pele e olhos amarelados e distensão abdominal. Adicionalmente, pode aparecer uma massa e uma rede de varizes na pele do abdômen. Pode haver também a perda de apetite, fadiga, náuseas, infecções de repetição, urina escurecida e fezes claras. Para o diagnóstico, utiliza-se a Ultrassonografia, a Tomografia e/ou a Ressonância Magnética, bem como a Dosagem Sanguínea dos Antígenos Carcinoembrionário (CEA), Carbohidratado 19-9 (CA 19-9) e principalmente da alfafetoproteína (AFP). Ainda, se necessário, realiza-se a biópsia da lesão.

Fatores de Risco

A infecção pelo vírus da hepatite B, hepatite C, alcoolismo, cirrose, aflatoxina (toxina de fungos encontrados em amendoim, milho e mandioca mal conservados), além de doenças raras como a hemocromatose e a deficiência de α-1 antitripsina e tirosinemia, estão relacionados ao câncer de fígado. O uso de esteroides anabolizantes também aumenta o risco do câncer hepático.

Estadiamento

Avalia-se a extensão do câncer pelo comprometimento local e sua disseminação no corpo por meio de Endoscopia Digestiva Alta, Ultrassonografia Endoscópica, Tomografia Computadorizada ou Ressonância Magnética. Assim, verifica-se o número e tamanho das lesões e sua relação com vasos sanguíneos, linfonodos e outros órgãos (pulmão e ossos). Outro aspecto importante para a decisão terapêutica mais apropriada é a caracterização da função hepática, que pode estar bastante alterada, não pelo câncer em si, mas pela causa básica que levou ao surgimento do tumor.

Tratamento

A remoção cirúrgica do câncer e o transplante hepático permitem a cura e estão indicados para tumores pequenos, quando o fígado saudável e residual é capaz de regenerar e manter as funções do metabolismo. É necessário avaliar a qualidade da função do fígado baseada em exames laboratoriais e neurológicos. Para o controle da doença, pode-se utilizar as técnicas de radiofrequência e alcoolização sobre o tumor. Em ambos, uma agulha é introduzida para emitir ondas hipertérmicas ou liberar álcool para destruir as células malignas. Já a quimioembolização libera quimioterapia diretamente para o tumor. O tratamento sistêmico com quimioterapia ou drogas de antiangiogênese (que visam a interromper o suprimento de sangue à massa cancerígena), está indicado no câncer metastático ou na impossibilidade de cirurgia, transplante, radiofrequência, alcoolização ou quimioembolização. Normalmente esse tratamento é resistente à quimioterapia e o agente mais utilizado é o Sorafenibe.

Rastreamento e Prevenção

Como prevenção, deve-se evitar a infecção por hepatites (utilizando vacinação, controle transfusional, transmissão vertical e preservativos), assim como diminuir o consumo de bebidas alcoólicas e aflatoxinas - denominação dada a um grupo de substâncias tóxicas produzidas por fungos. Adicionalmente, o controle das hepatites pode retardar o surgimento das lesões.

Para o rastreamento, a dosagem periódica da AFP no sangue e a realização de Ultrassonografia, Tomografia ou Ressonância, permitem a detecção e início do tratamento precoce.

Novidades Contra o Câncer do Fígado

A principal arma contra o câncer de fígado é a prevenção e sua detecção precoce. Novos exames permitem melhores diagnósticos e avaliação de tratamento (PET-CT e RNM com perfusão-espectroscopia). As novas combinações com drogas alvo-moleculares que bloqueiam mecanismos específicos dos tumores do fígado estão em estudos.

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