Mieloma Múltiplo 

O que é?

O Mieloma Múltiplo é um câncer raro do sangue, originado pelo plasmócito (tipo de glóbulo branco). Essa célula encontra-se na medula óssea (interior dos ossos) e é responsável pela produção de anticorpos que nos protegem de infecções. Nessa doença, são produzidas grandes quantidades de anticorpos anômalos que se acumulam no sangue. Esses anticorpos anormais são conhecidos como componentes monoclonais, termo que indica que essa proteína é produzida por uma única população celular de plasmócitos malignos.


Tipos de Mieloma Múltiplo 

O Mieloma Múltiplo é classificado de acordo com o anticorpo produzido pelo plasmócito maligno. Suas formas clínicas são: Gamopatia monoclonal de significado incerto (assintomática); Plasmocitoma solitário (tumor localizado); Mieloma múltiplo indolente (poucos sintomas e evolução prolongada); Mieloma Múltiplo sintomático (invasão da medula óssea, aumento de cálcio no sangue, lesão renal e óssea); e Leucemia de células plasmáticas (forma agressiva em que os plasmócitos malignos invadem a corrente sanguínea).

Sintomas e Diagnóstico

Pacientes com Mieloma Múltiplo podem permanecer sem sintomas, característica que pode contribuir para o diagnóstico tardio da doença. Quando aparecem, os sintomas são: dor óssea (infiltração da medula óssea, causando sua destruição e frequentemente, fraturas); fadiga (cansaço e fraqueza progressivos, anemia, falta de apetite e emagrecimento; infecções (diminuição dos glóbulos brancos e anticorpos normais); e disfunção renal (filtração e deposição de anticorpos anormais no rim, assim como infiltração de plasmócitos malignos. Exames importantes para o diagnóstico são o hemograma, a eletroforese de proteínas, o mielograma, a radiografia de ossos e os testes de função renal.

Fatores de Risco

Não foram identificadas causas para o aparecimento do Mieloma Múltiplo, que representa cerca de 1% de todos os tipos de câncer. Entretanto, há maior incidência em indivíduos da raça negra e no sexo masculino. É raro o desenvolvimento da doença em crianças e jovens, assim como o acometimento de membros da mesma família. Entre as associações com a doença, encontram-se o declínio do sistema imunológico, as atividades profissionais com exposição a produtos tóxicos (por ex. solventes e dioxina) e a radiação. Em muitos casos, não há claros fatores de risco associados.

Estadiamento

O estadiamento quantifica a doença e é muito importante no plano de tratamento. Quanto maior o estadiamento, maior será a massa de células malignas, indicando maior gravidade e a necessidade de tratamentos mais agressivos. O sistema mais amplamente utilizado reconhece os estágios I, II e III. Esse sistema avalia quatro fatores: anemia, destruição óssea, anticorpos no sangue/urina e avaliação radiográfica das lesões ósseas. O sistema avalia a alteração da função renal pela subclassificação A ou B.

Tratamento

Não há tratamento padrão para o Mieloma Múltiplo. Muitos aspectos devem ser considerados: idade/estado geral; sintomas/complicações; resultados de exames laboratoriais/radiológicos; tipo/estadiamento; terapias prévias; e estilo/qualidade de vida. As terapias podem incluir: bortezomibe, talidomida, lenalidomida, corticoide (dexametasona/prednisona), quimioterapia (melfalan, ciclofosfamida, vincristina e doxorrubicina convencional/lipossomal). O transplante de medula óssea também pode estar indicado (autólogo ou alogênico), assim como a radiação, tratamento que utiliza radiação ionizante para destruição de células malignas. A terapia de suporte inclui bisfosfonatos (estabilização de lesões ósseas), eritropoietina (aumento de glóbulos vermelhos), filgrastima (aumento de glóbulos brancos), imunoglobulinas (reposição de anticorpos normais), antibióticos (prevenção/tratamento de infecções), analgésicos (controle de dor) e intervenções ortopédicas (estabilização de áreas de fratura e controle de dor).

Rastreamento e Prevenção

Se houver suspeita clínica de Mieloma Múltiplo, recomenda-se a realização de exames tais como: pesquisa de anticorpos anômalos, dosagem de cálcio no sangue, estudo da medula óssea por biópsia e aspirado para identificação de possíveis plasmócitos anormais, cariótipo (pesquisa alterações genéticas nas células), DHL e beta 2 microglobulina. Não há, até o momento, conhecimento específico para evitar-se o Mieloma Múltiplo. Contudo, adotar um estilo de vida saudável pode prevenir doenças e também melhorar a tolerância aos tratamentos relacionados.

Novidades Contra o Mieloma Múltiplo

Está é uma grande era no tratamento do Miolema Múltiplo. Há novas drogas em fase avançada de estudos e outras já aprovadas. É um avança significativo na busca pela cura desta doença. Combinar drogas já consagradas (bortezomibe, talidomida/lenalidomida e corticoide) com novas moléculas tem sido o objetivo desses estudos. Dentre as novas opções aprovadas. destacam-se o carfizomibe e a pomalidomida. Outras novidades são: vorinostat, panobinostat, perifosine, everolimus, flavopiridol, imestestat e denosumab.

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