Artigo

Adenomiose

Entendendo a doença

A adenomiose ocorre quando o endométrio, tecido que reveste a cavidade do útero, cresce de forma anormal no miométrio, que é a musculatura uterina. Instalados no local errado, esses fragmentos de endométrio se inflamam durante a menstruação, podendo levar a aumento importante do sangramento menstrual e a cólicas menstruais relevantes.

Apesar de alguns casos serem assintomáticos, essa condição pode impactar muito o bem-estar das mulheres, principalmente durante o período menstrual.

A doença é diagnosticada mais comumente em mulheres com mais de 30 anos e que já engravidaram, mas afeta também pacientes mais jovens e sem filhos, podendo dificultar a gravidez. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), uma em cada 10 mulheres no mundo pode ter adenomiose no período reprodutivo.

Existe também uma relação entre adenomiose e endometriose, enfermidade caracterizada pelo crescimento anormal de tecido endometrial fora do útero. Mulheres com adenomiose têm mais chance de desenvolver a endometriose profunda.

Tipos

Existem dois tipos de adenomiose:

  • Adenomiose focal, que se manifesta por meio de nódulos localizados chamados adenomiomas.
  • Adenomiose difusa, caracterizada pela presença generalizada de tecido endometrial na musculatura do útero.

Sintomas

Cerca de um terço das mulheres com adenomiose não apresenta sintomas. Quando eles aparecem, os principais são cólicas menstruais e aumento do fluxo menstrual que, em casos mais severos, pode gerar até anemia. A dificuldade para engravidar também é um indício importante da presença da doença.

Diagnóstico

A primeira fase do diagnóstico é clínica, feita a partir do levantamento dos sintomas da paciente e exame físico para verificar a presença ou não de tecidos uterinos aumentados e/ou amolecidos. Para confirmação diagnóstica, podem ser realizados exames de imagem, como ultrassonografia transvaginal bidimensional ou tridimensional e ressonância magnética.

Tratamento

A adenomiose pode ser tratada com medicamentos ou cirurgia. Na primeira opção, a estratégia consiste na administração de anticoncepcionais com progesterona, visando impedir a menstruação. As pacientes podem tomar essa medicação hormonal na forma de pílulas, usando dispositivos como anel vaginal e DIU ou adesivos anticoncepcionais. Também podem ser receitados anti-inflamatórios. O objetivo do tratamento clínico é controlar os sintomas.

O tratamento cirúrgico é reservado para casos selecionados. Na adenomiose focal é realizada a extração do adenomioma, a lesão localizada, por meio de videolaparoscopia. Nas adenomioses difusas, complexas e resistentes às intervenções clínicas, o tratamento cirúrgico com a conservação do útero pode estar indicado. Inovações tecnológicas recentes, como a cirurgia robótica, têm apresentado bons resultados.

A retirada do útero (histerectomia total com retirada das tubas uterinas) é indicada para os casos em que a doença provoca muita dor e as intervenções clínicas não funcionam. Nesse procedimento, são extraídos o útero e as tubas uterinas, mas os ovários são preservados.

Fatores de risco

Os principais fatores de risco para a adenomiose são:

  • Idade (a maior parte dos diagnósticos ocorre em mulheres entre 30 e 40 anos).
  • Obesidade.
  • Início precoce das menstruações.
  • Cirurgias uterinas como cesariana, remoção de mioma ou dilatação e curetagem.
  • Histórico familiar.

Prevenção

Os especialistas ainda não sabem exatamente o que causa a adenomiose, o que dificulta a definição de uma estratégia de prevenção da doença.

Novidades

Até recentemente, para os casos mais complexos de adenomiose, particularmente as do tipo difuso e resistentes ao tratamento medicamentoso, restava apenas a solução mais radical: a retirada do útero. Todavia, esse quadro tem mudado com a contínua evolução dos equipamentos cirúrgicos robóticos e o aperfeiçoamento dos especialistas habilitadas nessa técnica. Centros médicos de alta complexidade, a BP entre eles, já são capazes de tratar a adenomiose difusa por meio de cirurgia minimamente invasiva e a cirurgia robótica pode ser considerada. Esse procedimento visa retirar o excesso de tecido endometrial dentro da musculatura do útero.

Diferenciais da BP

Oferecemos uma combinação de elementos essenciais para que nossas pacientes se sintam seguras para fazer o diagnóstico e tratamento da adenomiose conosco: equipe de ginecologistas com reputação técnica e científica reconhecida internacionalmente e infraestrutura tecnológica de ponta, além da abordagem acolhedora e humanizada que caracteriza o nosso jeito de cuidar.

Nossos ginecologistas mantêm ativa participação nos melhores centros universitários do País, participam de pesquisas médicas de ponta e estão integrados a redes científicas internacionais, o que garante às nossas pacientes acesso ao estado da arte da Ginecologia e atendimento personalizado sintonizado com os últimos avanços da medicina. A nossa expertise e o nível de excelência das nossas operações possibilitaram, inclusive, que nosso Programa de Residência Médica em Ginecologia e Obstetrícia fosse acreditado pelo Ministério da Educação, e o programa de fellowship em Ginecologia Minimamente Invasiva obtivesse a chancela da Sociedade Americana de Cirurgia Laparoscópica Ginecológica (AAGL), principal organização internacional da área.

No âmbito da tecnologia contamos com os mais modernos recursos de imagem para auxiliar no diagnóstico de uma enfermidade que exige especialistas com experiência para identificá-la, tendo em vista que os sintomas são muito parecidos com de outras doenças. Além de avançados equipamentos de ressonância magnética, nossos especialistas usam a ultrassonografia 3D, inovação tecnológica que transforma as imagens convencionais da ultrassonografia bidimensional em imagens tridimensionais.

A qualificação de nossos profissionais e o diferencial tecnológico também potencializam a eficiência das intervenções cirúrgicas, sejam elas laparoscópicas ou robóticas. Sempre sintonizados com os avanços da medicina, somos uma das poucas instituições do Brasil habilitadas na abordagem robótica para tratamento da adenomiose.