5738--5738--5738--5754--5754--7232--7232--7232--7232--5741--5741--5741--5741--5745--5745--6136--6136--6136--6136--5746--5746--5746--5393--5391--5393--5754--5746--6136--7232--5393--5393--7158--5741--6136--5739--5393--5738--5739--5393--6136--7232--5754--5745--5746-- Insuficiência Cardíaca – BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo

Insuficiência Cardíaca

Entendendo a doença

A insuficiência cardíaca é caracterizada pela fraqueza ou deficiência do músculo do coração (miocárdio), que se torna incapaz de bombear corretamente o sangue para o corpo. Sem tratamento, a doença evolui progressivamente. Além de comprometer a irrigação do sangue para os outros órgãos e tecidos, provoca acúmulo de líquidos nos pulmões.

No Brasil, é uma das principais causas de internações e responde por cerca de 25% de todos os diagnósticos cardiológicos. A cada ano, são 26,6 mil mortes provocadas pela doença.

Multifatorial, a insuficiência cardíaca está associada a outras doenças cardiovasculares, entre elas:

  • Infarto agudo do miocárdio, que é a principal causa da doença. Ou seja, a insuficiência cardíaca é uma sequela do infarto.
  • Hipertensão arterial, sendo que de 10% a 15% dos hipertensos desenvolvem insuficiência cardíaca devido a tratamentos inadequados ou à falta deles.
  • Doenças valvares, que podem afetar as quatro válvulas do coração (mitral, tricúspide, aórtica e pulmonar).
  • Doença de Chagas, provocada pelo protozoário Trypanosoma cruzi, transmitido por um inseto popularmente conhecido como barbeiro. Ela provoca o inchaço no coração, levando à cardiopatia dilatada, que pode resultar em insuficiência cardíaca.
  • Miocardites, doenças que afetam a musculatura do coração. Elas podem ser provocadas por vírus, bactérias, fungos e medicamentos. Já foi comprovado que a insuficiência cardíaca pode ser uma das sequelas da Covid-19.
  • Disfunção ventricular decorrente de tratamentos quimioterápicos e radioterápicos.

Em geral, a insuficiência cardíaca afeta pessoas a partir dos 50 anos, mas a incidência é maior entre idosos a partir dos 70 ou 80 anos, devido à fraqueza cardíaca de causa senil. No entanto, o uso de hormônios para aumentar a massa muscular pode levar os usuários a desenvolverem essa doença ainda jovens.


Tipos

A insuficiência cardíaca pode ser classificada de acordo com o nível de dificuldade do coração em bombear o sangue:

  • Insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (ICFER), que pode ser escalonada em leve, moderada ou severa.
  • Insuficiência cardíaca com fração de ejeção normal (ICFEN) ou preservada. Apesar de ser menos grave que o primeiro tipo, é mais difícil de ser tratada.

Sintomas

O sintoma clássico da insuficiência cardíaca é a falta de ar, provocada pelo progressivo acúmulo de líquidos nos pulmões. Seja leve, moderada ou severa, a falta de ar pode se manifestar em razão de esforços físicos de intensidade variada ou mesmo em repouso. Esses fatores servem de base para a classificação dos quatro estados da insuficiência cardíaca:

  • Estado 1: falta de ar frente aos grandes esforços.
  • Estado 2: falta de ar frente aos médios esforços.
  • Estado 3: falta de ar frente aos esforços mínimos.
  • Estado 4: falta de ar em repouso.

São comuns, ainda, outros sintomas:

  • Inchaços (edemas) nas pernas, pés e pálpebras.
  • Palpitações (taquicardia), derivadas do aumento da frequência cardíaca.
  • Pressão baixa.
  • Alterações nos rins, inclusive insuficiência renal, o que pode demandar sessões de hemodiálise.
  • Aumento do volume abdominal, presente particularmente nos estágios mais avançados da doença.

Na insuficiência cardíaca que afeta o lado esquerdo do coração, há predomínio da falta de ar. No lado direito, são mais característicos os inchaços.


Diagnóstico

Sintomas, queixas, histórico do paciente e exame físico já permitem ao médico identificar a insuficiência cardíaca. O passo seguinte é apurar o diagnóstico e identificar as causas do problema. Para isso, podem ser solicitados os seguintes exames:

  • Eletrocardiograma.
  • Raios-X de tórax.
  • Ecocardiograma (ultrassonografia do coração).
  • Dosagem de BNP (peptídeo natriurético tipo B, hormônio característico nos corações insuficientes).

Dependendo do caso, podem ser necessários exames mais sofisticados, como a ressonância magnética do coração, que informa o quanto o órgão está dilatado, o peso e as áreas afetadas; e o cateterismo cardíaco, que permite verificar de maneira mais detalhada as estruturas cardíacas, como as válvulas coronarianas.


Tratamento

O tratamento da insuficiência cardíaca é definido de acordo com condições de cada paciente e as causas da doença. Se uma pessoa teve um infarto, por exemplo, uma angioplastia ou uma cirurgia de revascularização de ponte de safena pode ser indicada. Problemas valvares podem ser solucionados com procedimentos de substituição de válvulas. Miocardites podem ser enfrentadas com anti-inflamatórios para atacar as causas subjacentes. Se a insuficiência é derivada do uso de determinados medicamentos, as substâncias podem ser suspensas.

Além disso, são administradas medicações que ajudam a fortalecer a musculatura cardíaca, vasodilatadores que contribuem para aliviar a sobrecarga do coração e diuréticos para melhorar os inchaços. Hoje já existem remédios que não só melhoram os sintomas como reduzem a mortalidade da insuficiência cardíaca (leia mais em Novidades).

Nos casos mais avançados, o uso de coração artificial é uma alternativa, assim como o transplante de coração.


Fatores de risco

Entre os principais fatores de risco para o desenvolvimento de doenças ou problemas que levam à insuficiência cardíaca estão:

  • Pressão alta.
  • Diabetes.
  • Colesterol elevado.
  • Tabagismo.
  • Obesidade.
  • Uso de medicações sem critérios médicos.
  • Consumo de álcool e outras drogas.
  • Tratamentos quimioterápicos e radioterápicos.
  • Febre reumática.
  • Doença de Chagas.
  • Infecções virais, bacterianas e por fungos.
  • Hormônios utilizados para aumentar a massa muscular (os usuários podem ter a doença ainda jovem ou sofrer os efeitos anos mais tarde devido ao microinfartos provocados pelo uso desses hormônios).

Prevenção

As principais recomendações dos especialistas para prevenir a insuficiência cardíaca e as doenças que podem levar a ela são:

  • Manter uma vida saudável, combinando atividade física regular e alimentação balanceada. Os dois são fatores essenciais para o controle do peso.
  • Não exagerar no consumo de açúcar e sal.
  • Estar atento à pressão, que deve permanecer abaixo de 12 X 8 (120 mmHg X 80 mmHg). Em caso de alteração, é necessário buscar tratamento.
  • Não fumar e, se consumir bebidas alcoólicas, fazê-lo com moderação.
  • Usar medicamentos apenas sob prescrição e supervisão médica.
  • Manter uma rotina de consultas regulares com o médico e realizar os exames que ele indicar. Recomenda-se iniciar uma avaliação cardíaca regular a partir dos 35/40 anos, ou antes disso se tiver histórico familiar de doenças cardiovasculares.

Novidades

Um dos novos trunfos para o tratamento da insuficiência cardíaca é o uso das glitazonas, medicamentos até então destinados ao controle do diabetes. Estudos comprovaram que eles reduzem a mortalidade e melhoram a qualidade de vida dos pacientes com insuficiência cardíaca, mesmo os não diabéticos. É esperada a incorporação dessa classe de medicação nas novas diretrizes internacionais para o tratamento da enfermidade.

Outro avanço é a associação de remédios já bem estabelecidos com uma droga baseada em um componente neuro-hormonal, que ajuda a estabilizar a produção excessiva de hormônios característica da doença.

Vale destacar ainda o avanço tecnológico dos dispositivos usados para o monitoramento a distância da descompensação da insuficiência cardíaca, que vêm ganhando versões cada vez mais modernas e com melhor desempenho. São sensores acoplados a uma cinta justaposta ao peito do paciente. Conectados a uma central, esses aparelhos permitem identificar em tempo real um eventual agravamento do quadro, garantindo intervenções mais rápidas e efetivas, reduzindo as hospitalizações. Em muitos casos, o problema pode ser resolvido simplesmente com um ajuste nas medicações.


Diferenciais BP

Acolhimento, humanização, especialistas altamente qualificados e avançados recursos tecnológicos. É esse conjunto de elementos combinados que permite à BP proporcionar um atendimento diferenciado, com serviços diagnósticos e tratamentos para todos os perfis de pacientes com insuficiência cardíaca – dos assintomáticos àqueles com quadros mais graves da doença.

Nossos renomados cardiologistas são reconhecidos internacionalmente pela expertise técnica e conhecimentos científicos, atuando com tecnologias modernas, como o coração artificial, ou em um dos campos mais desafiadores da medicina, que é o transplante de coração.

Na BP, você também dispõe de todos os exames de imagem e laboratoriais necessários ao diagnóstico e acompanhamento da doença, além de pronto-socorro 24 horas para atendimentos de urgência e emergência.

Além disso, estamos preparamos para oferecer as melhores e mais efetivas estratégias de prevenção e controle da doença, com o suporte de equipes multiprofissionais formadas por nutricionistas, fisioterapeutas, psicólogos e educadores físicos.

Fonte: Marcelo Ferraz Sampaio – CRM 58.952 SP

Para agendar consultas e exames você pode ligar em nossa Central de Atendimento 3505-1000 ou, se preferir, realizar o agendamento online.

Agende suas consultas ou exames com nossos profissionais pela Central
de Marcações Online
ou ligue para: (11) 3505-1000.

← Voltar