Você sabe o que é ELA (Esclerose Lateral Amiotrófica)?

Trata-se de uma grave enfermidade neurológica que leva à perda gradativa da força muscular e de funções como andar, movimentar-se, falar, comer e até respirar. O diagnóstico precoce é fundamental para retardar a progressão da doença que ainda não tem cura.

A Esclerose Lateral Amiotrófica, mais conhecida pela sigla ELA, é uma doença neurológica caracterizada pela degeneração progressiva dos neurônios motores que controlam a força dos músculos. É como se esses neurônios, que estão instalados no cérebro e na medula espinhal, começassem a morrer antes do tempo. Gradativamente, o paciente vai perdendo capacidade de realizar funções como andar, falar, mastigar, engolir e até respirar.


Ainda sem uma causa definida, a ELA é considerada uma doença rara. Estima-se que ocorrem de um a dois casos a cada grupo de 100.000 pessoas no mundo. A doença afeta homens e mulheres de todos os grupos étnicos e raciais e é mais frequente em indivíduos acima dos 40 anos. São poucas as ocorrências de ELA em crianças.


As causas da doença ainda são desconhecidas. Cerca de 10% dos casos estão associados a herança genética (transmitida pela descendência). Os demais, sem transmissão familiar, os especialistas chamam de ELA esporádica.


A doença manifestar em qualquer parte do corpo e ir se espalhando para outras regiões. A progressão é irreversível, mas a evolução varia caso a caso. O tempo de sobrevida varia de 2 a 5 anos. Mas há casos excepcionais, como o do físico Stephen Hawking, que conviveu décadas com a ELA.


Quanto mais cedo a doença for diagnosticada e tratada, melhor será o controle de sua evolução. Mas não é incomum que os pacientes passem por médicos diversos antes de chegar ao neurologista, especialista mais indicado diagnosticar e definir os cuidados necessários. Assim, é importante prestar atenção a sintomas como fraqueza muscular, tremores, câimbras frequentes, atrofia muscular (diminuição do volume muscular) e dificuldade para engolir ou respirar, entre outros.


Além da conversa com o paciente e realização de exame físico para avaliar as funções neurológicas e musculares, exames de imagem são fundamentais para identificar a doença, preferencialmente a ressonância magnética do encéfalo; e a eletroneuromiografia, que permite identificar danos no sistema nervoso periférico (nervos, músculos e junções neuromusculares).


Os tratamentos existentes ainda são paliativos. Os medicamentos atualmente disponíveis em todo mundo são capazes apenas de retardar a progressão da doença. Também é fundamental assistência multidisciplinar, com apoio de fisioterapeutas, fonoaudiólogos e nutricionistas.


No caso da ELA, o diagnóstico e tratamento precoces e a estrutura de cuidado oferecida ao paciente fazem toda a diferença, pois significam mais qualidade e tempo de vida.


Fonte: Alex Machado Baeta CRM/SP 60.429

Data de produção: 09/02/24