Neuroendócrinos 

O que é?

Os tumores neuroendócrinos são derivados de células de uma origem embriológica única, mas que podem estar presentes em todo o nosso organismo. Assim, esses tumores podem ocorrer em qualquer parte do corpo. As regiões mais comuns são o intestino, pâncreas, pulmão e estômago. Eventualmente, esses tumores podem produzir hormônios em quantidade excessiva, o que pode gerar mais sintomas.


Tipos de Tumores Neuroendócrinos 

Os tumores neuroendócrinos são divididos conforme a localização de origem, conforme a produção ou não de hormônios e o grau histológico. Mesmo em situações avançadas, a localização do tumor pode nos dar algumas perspectivas sobre seu comportamento, além de orientar sobre a possibilidade de tratamento. A produção de hormônios deve sempre ser conhecida para que haja o melhor controle de sintomas. O grau é uma informação da biópsia, que além de orientar quanto ao risco, define os tratamentos a serem utilizados.

Sintomas e Diagnóstico

Muitas vezes, esses tumores são diagnosticados sem que haja qualquer sintoma. Aqueles que têm produção de hormônios podem levantar a suspeita por conta das decorrências desta elevação. Há ainda sintomas eventualmente relacionados com o tamanho do tumor e a possível compressão de órgãos, o que ocorre em geral com tumores avançados e de alto grau. A biópsia é fundamental para o diagnóstico desses tumores. Além dessa confirmação, o exame deverá prover informações essenciais para o planejamento terapêutico e deve assim, ser sempre realizada por patologistas experientes.

Fatores de Risco

Não há claros fatores de risco para o desenvolvimento desse tipo de tumor.

Estadiamento

Uma vez diagnosticado o tumor neuroendócrino, o paciente deve ter uma avaliação com imagem (em geral, Tomografia e/ou Ressonância Magnética) para avaliar a atual extensão da doença. A depender das informações geradas pelo exame anatomopatológico (biópsia) e do sítio de origem do tumor, pode-se considerar a realização de um exame de medicina nuclear, chamado Octreoscan. Ele define a presença de receptores no tumor para uma modalidade de tratamento hormonal.

Tratamento

Com a doença localizada, o principal tratamento para os tumores neuroendócrinos é a cirurgia. Em algumas situações, mesmo com a presença de metástases, a cirurgia pode ser indicada para evitar sintomas (em especial os hormonais), ou para o controle da doença. Os tumores de baixo grau, que expressam receptores específicos, podem ser tratados com medicações hormonais chamadas análogos de somatostatina. Há ainda uma modalidade de tratamento com medicina nuclear, que leva radiação por meio de um análogo de somatostatina. Os tumores de alto grau, por sua vez, são em geral tratados com quimioterapia, enquanto a radioterapia é utilizada para controle de sintomas específicos. Os tumores neuroendócrinos do pâncreas têm um comportamento peculiar e podem ser tratados com quimioterapia ou novas medicações que interferem com a produção de vasos do tumor ou que interferem nos seus mecanismos de desenvolvimento e sustentação. Essas medicações são chamadas alvo-moleculares.

Rastreamento e Prevenção

Como tumores relativamente raros, não há programas de detecção precoce ou rastreamento. A não existência de claros fatores de risco também inviabiliza qualquer programa de prevenção específico.

Novidades Contra Tumores Neuroendócrinos

As principais novidades referentes a tumores neuroendócrinos estão relacionadas a novas medicações para o tratamento dos tumores neuroendócrinos de pâncreas, a melhoria das técnicas de imagem para avaliação de tumores com receptores de somatostatina e a utilização de terapia com medicina nuclear orientada para esses tumores.

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