Alzheimer

Entendendo a doença

A Doença de Alzheimer é um dos vários tipos de demências existentes – males degenerativos, geralmente associados à idade, que causam perda de memória e cognição. É a mais prevalente, sendo responsável por 60% a 70% das demências que afetam a população, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Trata-se de uma doença neurodegenerativa progressiva, que causa a perda gradativa e irreversível de variadas funções, memória, capacidade de concentração e de crítica, de realização de tarefas básicas do dia a dia e alterações comportamentais. Além dos danos causados nos pacientes, o Alzheimer é uma doença que impacta negativamente a vida dos seus familiares e cuidadores, que também devem receber cuidados.

A incapacitação provocada pelo Alzheimer é causada pela morte de neurônios de certas regiões do cérebro, como o hipocampo, que controla a memória, e o córtex cerebral, responsável pelo controle de linguagem, raciocínio e reconhecimento de estímulos sensoriais, entre outros. Diversos fatores podem levar a essa perda de neurônios – desde aspectos físico-químicos e quadros inflamatórios ou resultantes de outras doenças que afetam a estrutura do neurônio até questões genéticas. Mais frequentemente, a Doença de Alzheimer se manifesta após os 65 anos, com
incidência igual em homens e mulheres. Cerca de 15% da população deve desenvolver o mal nessa idade e, acima dessa faixa etária, as chances crescem a cada ano. Casos precoces são mais raros e agressivos e geralmente estão associados a fatores genéticos.


Tipos

De forma geral, os especialistas dividem a Doença de Alzheimer em dois grupos:

  • Esporádica – afeta a grande parte dos pacientes e está fortemente associada ao envelhecimento (acima de 65 anos).
  • Familiar – ocorre em indivíduos com histórico familiar, com várias gerações repetindo uma mutação em genes específicos. É a minoria dos casos e se manifesta precocemente (antes dos 65 anos).

Sintomas

A Doença de Alzheimer se desenvolve lenta e gradativamente. Os sintomas variam de acordo com a fase da doença, que progride de inicial para moderado e depois para grave, quando há perda quase que total da capacidade de realizar as atividades da vida diária.

  • Perda de memória: o esquecimento de informações recentes costuma ser o primeiro sinal. A pessoa esquece onde guardou o dinheiro ou os objetos pessoais, e repete a mesma pergunta várias vezes. Com a progressão do quadro, passa a esquecer também as memórias antigas, o nome de membros da família e até deixa de reconhecer as pessoas próximas.
  • Dificuldades cognitivas: a pessoa não mais consegue entender explicações complexas nem formular estratégias para resolver problemas. Tem dificuldade para exprimir suas ideias ou sentimentos, não consegue se localizar e se perde em caminhos conhecidos. Em fases posteriores, desaprenderá a ler e escrever e pode até perder a fala.
  • Alterações comportamentais: irritabilidade, depressão, agressividade e isolamento são mudanças de comportamento comuns. Em alguns casos, a pessoa apresenta episódios de paranoia, suspeitando que alguém a está roubando, por exemplo.
  • Com o agravamento do quadro, que geralmente é lento e se estende por anos, o paciente provavelmente apresentará incontinência urinária e fecal, dificuldade para comer e deficiência motora, ficando restrito ao leito.

Diagnóstico

O diagnóstico da Doença de Alzheimer é complexo e envolve avaliações cognitivas e exames diversos para descartar outras demências que têm sintomas semelhantes, mas tratamentos diferentes, e outros problemas, como tumor cerebral ou depressão.

O primeiro passo do médico será avaliar o quadro clínico e o histórico do paciente, contando com a presença de familiares que possam dar informações abrangentes sobre as alterações que a pessoa vem apresentando. Testes cognitivos realizados por neuropsicólogos, como o Mini-Exame do Estado Mental, análise de fluência verbal e
avaliação psiquiátrica, entre outros, ajudam a compor o quadro.

Além disso, o médico solicitará a realização de exames de imagem, para descartar outras doenças, e análise do líquor (líquido cefalorraquidiano – LCR), para detectar alterações nos níveis de proteínas que podem sugerir a ocorrência da Doença de Alzheimer (beta-amiloide e proteínas tau). É possível, ainda, a solicitação de uma
ressonância com Neuroquant, que permite identificar alterações no volume da estrutura cerebral. Também pode ser indicada a realização de estudos genéticos.

Com avaliação conjunta desses exames e testes, seguindo critérios específicos para a Doença de Alzheimer, é possível fechar o diagnóstico provável. Em raros casos, normalmente de pacientes muito jovens, pode ser necessária a realização de biópsia cerebral.


Tratamento

Os medicamentos atualmente disponíveis agem basicamente nas alterações comportamentais, mas pouco influenciando o processo de perda cognitiva e de memória.

Na fase inicial, são utilizadas medicações que estimulam a comunicação entre os neurônios (sinapses), como donepezila, galantamina e rivastigmina. A memantina costuma ser adotada com o avanço dos sintomas.

Além do tratamento medicamentoso, os especialistas recomendam a reabilitação cognitiva, com a realização de atividades guiadas por neuropsicólogo especializado ou terapeuta ocupacional para ajudar na adequação do paciente às suas condições e limitações. Ferramentas para se organizar por meio de agenda, jogos estimulantes de raciocínio e leitura, entre outros, fazem parte dos recursos que contribuem para que a pessoa tenha a melhor qualidade de vida possível.

É importante destacar que a Doença de Alzheimer costuma impactar severamente a vida dos familiares e cuidadores. Assim, é recomendável que as pessoas que cuidam do paciente se preparem por meio de cursos e busquem o suporte de terapias supervisionadas por profissionais habilitados.


Fatores de risco

Os principais fatores de risco para a Doença de Alzheimer são:

  • Idade: depois dos 65 anos, a possibilidade de ter a doença aumenta 1% ao ano.
  • Estilo de vida: pessoas sedentárias, com alimentação inadequada e pouca atividade intelectual têm maior incidência da Doença de Alzheimer após os 65 anos.
  • Genético: a forma familiar da doença é transmitida por herança genética e se manifesta precocemente.

Prevenção

É possível reduzir o risco de desenvolver a Doença de Alzheimer Esporádica com a adoção de um estilo de vida ativo e saudável. Além de alimentação balanceada e prática de atividade física regularmente, é importante manter atividades intelectuais, por meio de leitura, estudos (um idioma, por exemplo), realização de cálculos mentais, jogos de raciocínio e interação social.


Novidades

Há muitos estudos voltados ao desenvolvimento de medicações que possam prevenir a Doença de Alzheimer, e os resultados são aguardados com ansiedade devido à dimensão do problema no mundo todo.

Uma novidade promissora é um anticorpo monoclonal que atua no sistema imunológico. Os testes já realizados no exterior mostram ação positiva na redução do declínio cognitivo, o que representa um avanço frente às possibilidades atuais de tratamento que não têm esse efeito. Desenvolvido nos Estados Unidos, o novo medicamento será submetido este ano à análise do FDA (Food and Drug Administration), o órgão que regula a indústria farmacêutica e alimentícia naquele país. A medicação ainda não está sendo usada no Brasil.


Diferenciais BP

Do diagnóstico ao tratamento, você encontra na BP um centro completo para o cuidado da Doença de Alzheimer. Nossa equipe é integrada por profissionais altamente especializados e reconhecidos por sua expertise diferenciada. São neurologistas clínicos e neuropatologistas, entre outros, que atuam de maneira integrada, somando competências para definir a melhor estratégia de cuidado para cada caso.

Além disso, aqui o paciente conta com todos os serviços necessários para diagnóstico e acompanhamento. Dispomos de avançados equipamentos para exames de imagem, como ressonância magnética e tomografia. Somos, inclusive, um dos poucos centros do Brasil credenciados para fornecer a complexa análise Neuroquant, enviando as imagens da ressonância para cálculo em nosso parceiro norte-americano. Também realizamos o exame de líquor e aplicação de testes cognitivos e temos neurocirurgiões aptos para a realização da biópsia cerebral, nos casos em que ela é necessária.

É esse conjunto de recursos humanos e tecnológicos, somado ao atendimento humano e acolhedor que caracteriza a BP, que permitem proporcionar aos nossos pacientes diagnósticos seguros e precisos e os melhores caminhos para lidar com a Doença de Alzheimer, buscando assegurar a melhor qualidade de vida possível.