Enxaqueca

Entendendo a doença

A enxaqueca é um tipo de dor de cabeça (cefaleia) caracterizada pela forte intensidade e frequente repetição das crises. Suas causas ainda não são totalmente conhecidas, mas já se sabe que fatores genéticos e ambientais desempenham papel importante nesse distúrbio, que muitas vezes é incapacitante. Apesar de afetar indivíduos de qualquer idade, acomete com mais frequência adolescentes e jovens adultos, sendo muito mais comum nas mulheres que nos homens.

A enxaqueca, também conhecida como migrânea, se manifesta na forma de dores latejantes ou uma sensação pulsante, geralmente em um lado da cabeça. Às vezes, é acompanhada de náusea, vômito e sensibilidade à luz, ao som e odores fortes. Esses episódios, que muitas vezes levam as pessoas a se isolar no quarto escuro para evitar luminosidade e ruídos, podem durar de horas até dias. A dor pode ser tão forte que prejudica ou impede a realização de tarefas rotineiras.

Uma pesquisa internacional que envolveu pacientes de 31 países, incluindo o Brasil, mostrou que, numa crise de enxaqueca, as pessoas têm sua produtividade no trabalho reduzida em 53%. O estudo também revelou que 60% dos trabalhadores que têm enxaqueca grave perdem, em média, uma semana de trabalho por mês. Segundo a Sociedade Brasileira de Cefaleia, 15% da população do nosso país é atingida pelo problema.


Tipos

As enxaquecas podem ser divididas de acordo com a periodicidade das crises:

  • Enxaqueca episódica (acontece de vez em quando)
  • Enxaqueca crônica (acontece 15 ou mais dias a cada mês)

Sintomas

Entre os sintomas mais comuns da enxaqueca estão:

  • Dor palpitante ou pulsante, geralmente de um lado da cabeça, de intensidade moderada ou forte
  • Náuseas e vômitos
  • Sensibilidade à luz, ao som e, às vezes, ao cheiro e ao toque. O quadro se mantém de 4 a 72 horas e piora com o movimento
  • Irritabilidade
  • Depressão
  • Agitação

Em cerca de 15% dos casos, a crise de enxaqueca é precedida por um sinal de alarme conhecido como aura, que envolve distúrbios visuais marcados pelo aparecimento de pontinhos luminosos em zigue-zague (daí o nome aura), visão embaçada ou manchas escuras. Podem ocorrer, ainda, formigamento em um lado do rosto, braço ou perna e dificuldade em falar.


Diagnóstico

Na maioria dos casos, o neurologista, que é o médico especializado no cuidado desse tipo de problema, consegue fazer o diagnóstico baseado apenas no histórico do paciente, análise dos sintomas e exame físico e neurológico.

Para quadros mais complexos e que se tornaram subitamente mais severos, podem ser solicitados exames de imagem, como ressonância magnética ou tomografia computadorizada, para afastar a possibilidade de outros problemas estarem causando as dores, como tumores, sangramentos e infecções, por exemplo.


Tratamento

O tratamento da enxaqueca tem por objetivo controlar os sintomas e prevenir novas crises.

  • Nos episódios agudos, os analgésicos ajudam a controlar a dor, especialmente quando tomados logo no início dos sintomas. Se necessário, outros medicamentos podem ser indicados, como os que combatem a náusea. Quando não há uma boa resposta do paciente a essa terapia, o médico pode prescrever triptanos, medicações que bloqueiam a dor.
  • Nos tratamentos preventivos, que visam diminuir a gravidade, frequência ou duração das crises de enxaquecas, podem ser indicados diferentes tipos de medicamentos, como os anti-hipertensivos (para baixar a pressão arterial), antidepressivos, anticonvulsivantes e medicamentos biológicos (leia mais em Novidades). Seu médico avaliará as melhores alternativas considerando a frequência e gravidade das dores de cabeça, ocorrência ou não de náuseas e vômitos e outras condições clínicas.

O controle da medicação é fundamental. O uso abusivo de analgésicos e o aumento progressivo e indevido das doses podem provocar o agravamento dos sintomas.


Fatores de risco

As causas da enxaqueca ainda são foco de estudos, mas alguns fatores que podem desencadear as crises já são conhecidos:

  • Jejum prolongado
  • Estresse emocional
  • Esforços físicos, incluindo atividade sexual
  • Insônia
  • Alimentos como açúcar, chocolate, queijos e embutidos, além de aditivos alimentares como o adoçante aspartame e o conservante glutamato monossódico
  • Bebidas como café e certos chás que contêm cafeína e alcoólicas, especialmente o vinho tinto
  • Fumo
  • Mudanças nos níveis de estrogênio (hormônio) nas mulheres associadas ao período menstrual, gravidez e menopausa
  • Estímulos sensoriais, como luzes brilhantes, sol, sons altos e cheiros fortes, incluindo o de perfumes e cigarro
  • Mudanças de temperatura ou de pressão atmosférica
  • Medicamentos, como os hormonais (contraceptivos e terapia de reposição hormonal) e vasodilatores
  • Ter pessoas da família que sofram com a enxaqueca
  • Sexo feminino (o problema é mais frequente nas mulheres)
  • Idade – embora possa ocorrer ao longo de toda a vida, a enxaqueca frequentemente surge na adolescência. As crises tendem a chegar ao pico aos 30 anos e, gradualmente, tornam-se menos graves e frequentes nas décadas seguintes.

É importante saber: pessoas que sofrem de enxaqueca com aura, especialmente fumantes que usam pílulas anticoncepcionais, têm risco aumentado de sofrer acidente vascular cerebral (AVC).


Prevenção

Um caminho importante para prevenir a enxaqueca é identificar os fatores que desencadeiam as crises e evitá-los (veja em Fatores de Risco). Além disso, os especialistas recomendam manter um estilo de vida saudável, com alimentação equilibrada, prática de atividades físicas regulares, boas horas de sono e controle dos níveis de estresse. Musculação e exercícios aeróbicos são indicados para evitar crises.


Novidades

Os medicamentos biológicos despontaram como uma alternativa para o tratamento das enxaquecas quando as opções terapêuticas estabelecidas falharam. Esse tipo de medicação, diferentemente dos remédios elaborados a partir de sínteses químicas, usam como matéria-prima organismos vivos, como bactérias e células, que atuam em focos específicos das doenças. Uma das primeiras opções dessa classe de medicamentos a chegar ao Brasil foi o erenumab, um anticorpo monoclonal que bloqueia a ação da proteína CGRP, relacionada às crises de enxaqueca. Outro medicamento do gênero, também já disponível no país, é o galcanezumabe, indicado para a prevenção de crises em adultos. Outras drogas biológicas seguem em testes.


Diferenciais BP

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Se o seu caso exigir investigações mais específicas, você conta com os nossos serviços de imagem, com recursos de última geração, como os equipamentos de ressonância magnética e tomografia computadorizada com alto nível de precisão.

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