Câncer de Tireóide

Entendendo a doença

O câncer de tireoide é o mais comum da região de cabeça e pescoço, afetando essa importante glândula do sistema endócrino. A doença afeta muito mais mulheres do que homens e é mais comum em adultos jovens. Segundo estimativas do Instituto Nacional do Câncer (Inca), o Brasil registra 9.610 novos casos por ano, 8.040 deles em mulheres.

Nódulos na tireoide são frequentes, porém a maioria é benigna. No caso dos malignos, o índice de cura chega a 95% quando detectados precocemente.


Tipos

O tipo mais comum de tumor de tireoide é o carcinoma papilífero, que representa cerca de 80% dos casos, seguido pelos tipos folicular, medular e anaplásico. Outros tipos são bem mais raros.

Cada tipo de câncer de tireoide possui características biológicas bem específicas, que definem o quadro e o ritmo de evolução da doença. O papilífero e o folicular são pouco agressivos e evoluem de forma mais lenta. O medular e o anaplásico são mais agressivos.


Sintomas

A maior parte das pessoas com câncer de tireoide não apresenta sintomas. Quando a doença se manifesta, o sinal mais comum é a presença de um nódulo ou inchaço no pescoço. Outros sinais são tosse persistente, dificuldade para engolir, rouquidão ou alteração da voz sem melhora.


Diagnóstico

De forma geral, o diagnóstico do câncer de tireoide começa com o exame físico e levantamento da história clínica do paciente, seguidos de uma ultrassonografia de pescoço.

Caso esse exame aponte a existência de nódulos na tireoide, seu médico solicitará a realização de um procedimento chamado Punção Aspirativa com Agulha Fina (PAAF). Por meio de uma agulha fina introduzida na região do nódulo é retirado material para análise anatomopatológica que confirmará se se trata ou não de tumor.

Se o diagnóstico for positivo, seu médico poderá pedir outros exames de imagem, como a tomografia, para saber com precisão a extensão das lesões e o estágio da doença. Na maioria dos casos, os tumores de tireoide estão restritos a essa glândula e nem mesmo atingem os linfonodos (gânglios linfáticos) regionais, como ocorre em outros tipos de câncer. A grande exceção são os tumores anaplásicos, cujo crescimento é bastante rápido e, frequentemente, afetam outros órgãos.

Quando o tumor tem mais de 1 centímetro, já houve comprometimento dos linfonodos próximos e ultrapassou os limites da tireoide, pode ser necessária a realização de um exame à base de iodo (cintilografia de tireoide) para verificar se há alguma célula tumoral no pescoço ou em outro órgão (pulmão e ossos, por exemplo).


Tratamento

O tratamento do câncer da tireoide é geralmente cirúrgico. Chamado de tireoidectomia, o procedimento envolve a retirada total ou parcial da glândula e dos linfonodos próximos eventualmente atingidos pela doença. Após a remoção da glândula, a pessoa precisará tomar hormônios tireoidianos em forma comprimidos continuamente.

Em alguns casos, depois da cirurgia, o médico poderá indicar a administração de iodo radioativo, visando eliminar qualquer célula tumoral residual. Em quadros mais graves e resistentes a esse tratamento, é necessária a administração de quimioterapia e de medicamentos alvo-moleculares, que bloqueiam a formação dos vasos sanguíneos que alimentam o tumor.

A boa notícia é que os tumores de tiroide são altamente curáveis. São raros os casos com metástase envolvendo órgãos e estruturas distantes da glândula.


Fatores de risco

Os principais riscos associados ao câncer de tireoide são:

  • Exposição à radiação em tratamentos anteriores, atividades profissionais ou acidentes/desastres envolvendo materiais radioativos.
  • Histórico familiar: filhos de pais que tiveram câncer de tireoide do tipo medular associado a uma mutação do gene RET têm risco maior de desenvolver a doença. Por isso, é recomendável um acompanhamento médico desde a infância.
  • Alimentação: alguns estudos sugerem que dietas com baixo teor de iodo aumentam a predisposição ao câncer de tireoide. Peixes e frutos do mar, algas marinhas, leite derivados são alguns alimentos que fornecem iodo ao nosso organismo.

Prevenção

Se você teve ou tem excesso de exposição à radiação, o ideal é fazer um acompanhamento regular com seu médico. Também é recomendado investigar eventuais mutações no gene RET se seu pai ou mãe tiver tido carcinoma de tireoide do tipo medular. Além disso, ultrassonografias periódicas são importantes para vigiar nódulos tireoideanos suspeitos.


Novidades

Os cânceres de tireoide geralmente não respondem bem à quimioterapia. Contudo, há novidades promissoras no campo das terapias-alvo, que envolvem medicamentos orais de uso diário que atacam alvos específicos nas células cancerígenas da tireoide.


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