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BP e Central Nacional Unimed lançam linha de cuidado exclusiva

Pacientes da operadora que apresentarem quadros cardiológicos terão acesso a um protocolo de cuidado baseado em valor

Publicado em 23 de abril de 2021

A BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo e a Central Nacional Unimed, operadora nacional dos planos de saúde Unimed, acabam de lançar um novo protocolo de atendimento para pacientes da operadora que apresentarem quadros de insuficiência cardíaca e doenças coronarianas. A iniciativa, já em vigência, segue o modelo de saúde baseada em valor (value-based healthcare – VBHC), que tem por objetivo ampliar a entrega de conveniência, qualidade e cuidado aos pacientes.

O passo inicial para o projeto foi a definição da população que seria acompanhada nesse primeiro momento e para isso as características e expertises das duas instituições foram levadas em conta. “A BP é uma referência em Cardiologia e possui uma oferta completa de cuidado nessa especialidade, reunindo especialistas de renome internacional e infraestrutura de ponta, além de equipe multiprofissional altamente capacitada”, destaca Luiz Bettarello, diretor-executivo Médico e de Desenvolvimento Técnico da BP.

A expectativa é que esse formato possa ser expandido para outras linhas de cuidado no futuro. “Sabemos que as doenças cardiológicas são muito prevalentes na população brasileira, consumindo um montante significativo de recursos para tratamento. Esse tipo de condição de saúde também está presente numa parcela significativa da nossa carteira de clientes. E, consolidando um caminho de inovação, a Central Nacional Unimed é pioneira em ‘tirar do papel’ conceitos disruptivos, levando à prática estruturas eficientes de atendimento que irão representar um ganho de saúde para muitas pessoas, para a sociedade e de sustentabilidade para todos envolvidos.”, explica Daniel Albuquerque, cardiologista e superintendente de Provimento em Saúde da Central Nacional Unimed.

Entenda a saúde baseada em valor

O conceito de saúde baseada em valor prevê o engajamento de uma população específica, além da mensuração do desfecho e o cuidado coordenado em uma jornada definida. No caso dos pacientes da CNU, eles poderão ser convidados a participar dessa linha de cuidado ao serem atendidos nas clínicas de Atenção Integral à Saúde (AIS) da própria cooperativa ou ao procurarem atendimento na BP. Durante uma consulta no pronto-socorro, por exemplo, após a identificação que se trata de um caso de insuficiência cardíaca, enquadrado nos protocolos da linha de cuidado, o paciente é convidado a aderir ao programa e passa a percorrer um fluxo que prevê roteiros que incluem, inclusive, acompanhamento nutricional e fisioterapia para reabilitação cardiovascular, se necessário.

“Temos um diferencial muito robusto dentro deste formato: durante a jornada de atendimento o indivíduo será acompanhado por uma equipe interdisciplinar dedicada à adesão do paciente aos cuidados prescritos, incluindo tomada de medicação, realização dos exames periódicos e a mudança de hábitos, como alimentação e atividade física. Claramente, um ganho em saúde para as pessoas e em coordenação do cuidado pelas instituições envolvidas”, afirma Diécson Raupp, superintende de Rede da cooperativa nacional do Sistema Unimed.

Para Patrícia Holland, diretora-executiva de Desenvolvimento de Negócios e Expansão da BP, essa é uma trajetória importante para o conceito e prática do atendimento inovador em saúde. “Aqui na BP nós já temos algumas iniciativas de saúde baseada em valor, pois acreditamos que esse é o caminho para chegarmos a um modelo de atenção à saúde que seja sustentável para todo o ecossistema. Esse projeto prevê um diferencial importante que é o compartilhamento da coordenação de cuidado e nós só conseguimos promover isso quando temos parceiros como a CNU, alinhados com nossa visão de saúde e que também colocam o paciente no centro do atendimento. Tenho certeza de que será um primeiro passo de muitos nesse novo formato”, diz a executiva.

Outra frente importante do modelo de saúde baseada em valor é a medição dos desfechos. No caso dos pacientes da CNU, essa mensuração ocorrerá por meio de questionários validados com parâmetros internacionais e que analisam a qualidade de vida e o status de saúde no decorrer da jornada (e sempre na perspectiva do paciente). “Vamos acompanhar com muita expectativa esse projeto, pois ele servirá de exemplo para outras linhas de cuidado baseados em valor que queremos implementar como, por exemplo, a de doença arterial coronariana. Além disso, esse é um formato que servirá também para avançarmos na revisão do modelo de remuneração, que é algo previsto no conceito de saúde baseado em valor e é uma das grandes questões do setor de saúde no momento, conclui Patrícia Holland, da BP.

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