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Estudo analisa como superar a resistência aos imunoterápicos no tratamento de câncer de cabeça e pescoço

Assinado por médicos da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, análise foi publicada no periódico Frontiers of Oncology

Publicado em 1 de abril de 2021

Principal avanço no tratamento do câncer nos últimos anos, a imunoterapia potencializa o sistema imunológico do paciente, de forma que ele possa identificar as células cancerosas e atacá-las, combatendo a doença. Esse é um campo de estudos muito promissor para o enfrentamento de diversos tipos de câncer, incluindo os de cabeça e pescoço, que já possuem linhas de tratamento bem estabelecidas. E a cada dia surgem novas evidências científicas que ajudam os profissionais de todo mundo a fazer a melhor escolha, de acordo com o perfil do paciente, do tipo de tumor a ser enfrentado e o estágio da doença.

Nesse sentido, os médicos Lucas dos Santos, Carina Abrão e William Nassib William Júnior, oncologistas da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, acabam de organizar um estudo de revisão sobre imunoterapia em câncer de cabeça e pescoço e o resultado foi publicado na revista Frontiers of Oncology.

No artigo, os autores fornecem uma visão geral do panorama imunológico dos carcinomas de células escamosas de cabeça e pescoço, um dos tipos de câncer mais comuns no Brasil, e descrevem a atividade clínica dos imunoterápicos no enfrentamento dessa doença, bem como os biomarcadores de benefício desses agentes identificados até aqui. “A imunoterapia já é uma realidade em tratamentos de câncer de cabeça e pescoço metastáticos. Em alguns pacientes poderíamos intensificar essa estratégia para aumentar o efeito de combate à doença, combinando novas drogas”, explica Lucas dos Santos.

O artigo fornece insights e descreve os mecanismos de resistência no tratamento do câncer de cabeça e pescoço com imunoterapia e que estratégias devem ser adotadas para superar a resistência a essas medicações e obter melhores respostas ao tratamento.

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