Critérios para escolher o protetor solar

Como escolher o protetor solar?
Aspectos como tempo de exposição e tipo de pele são importantes para definir o fator de proteção do produto. Além disso, é preciso saber aplicá-lo corretamente.
No Brasil, os níveis de radiação ultravioleta do sol são extremamente altos durante todo o ano, mesmo nos dias frios, chuvosos e nublados, fazendo do protetor solar um item básico de cuidados para prevenir o câncer de pele e também outros problemas, como manchas, acne solar e envelhecimento precoce. O uso deve ser diário, e não apenas na praia, na piscina e em outras atividades físicas ao ar livre.

Para uma proteção eficiente, é importante escolher o produto adequado, considerando principalmente o Fator de Proteção Solar (FPS) contra os raios ultravioleta B (UVB) e o PPD (Persistent Pigment Darkening ou Escurecimento Persistente do Pigmento), número que indica a proteção contra os raios ultravioleta A (UVA).

Os raios UVB são os principais causadores de câncer de pele, além de poderem provocar queimaduras pela exposição excessiva. Eles representam 5% da radiação que recebemos e são mais intensos no período das 9 às 16 horas. Os raios UVA, por sua vez, estão presentes desde o nascer ao pôr do sol, independentemente do clima, e representam 95% da radiação. Além de câncer de pele, podem causar envelhecimento da pele, manchas e reações cutâneas, como fotoalergias e fototoxidade, com sintomas como vermelhidão, coceira e descamação, entre outros.

O espectro de proteção contra os raios UVA e UVB deve ser amplo, considerando aspectos como a situação de exposição ao sol e o tipo de pele, sendo que o valor do PPD deve ser de, ao menos, um terço do valor do FPS. Ou seja, se o FPS for 60, o PPD deve ser de no mínimo 20.

Tempo de exposição, cor de pele e outras características
O Consenso Brasileiro de Fotoproteção, documento elaborado pela Sociedade Brasileira de Dermatoloqgia (SBD), recomenda o uso de protetores solares com FPS 30 no mínimo. Para exposição solar prolongada, o FPS deve ser maior. Além disso, o ideal é sempre optar por um produto que seja resistente à água e à transpiração.

Um FPS maior também é indicado para pessoas com pele clara que, além disso, devem limitar a exposição ao sol a curtos períodos. Peles morenas e negras possuem uma proteção natural maior e toleram uma exposição um pouco mais prolongada.

Para além dos raios do sol
Não é apenas a luz do sol que emite raios nocivos para a pele. A luz emitida por lâmpadas e equipamentos eletrônicos como tablets, laptops e computadores também tem efeitos nocivos. Embora não atrelada ao desenvolvimento do câncer de pele, esse tipo de luz afeta células das diversas das camadas da pele, promovendo a formação de radicais livres que contribuem para o envelhecimento da pele, manchas e hiperpigmentação.

Para proteção contra esse tipo de exposição podem ser usados protetores com cor, que formam uma barreira física, ou protetores solares físicos ou inorgânicos, que podem ser de óxido de zinco e dióxido de titânio.

A gama de produtos inclui também os filtros solares químicos ou orgânicos, que usam agentes específicos para evitar a absorção dos raios ultravioleta. Não há consenso médico sobre o melhor tipo. Por isso, vale considerar a situação do uso: a vantagem do protetor físico é o efeito quase imediato de proteção, diferentemente do químico, que demora cerca de 20 minutos para iniciar o bloqueio efetivo e é mais indicado para grávidas, crianças, bebês e pessoas que têm alergias ou rosácea.

Pode-se também optar por um protetor solar para o corpo e outro para o rosto, este desenvolvido especificamente para a pele dessa região e com características diferenciadas. Existem versões para pele oleosa, com uma textura mais fluida; livre de óleos e contendo ativos para ajudar no controle do brilho e da oleosidade excessiva; com efeito mate; toque seco ou sílicas antibrilho.

Aplicação correta
Tão importante quanto a escolha correta é a forma de usar o produto para garantir o efeito adequado e a proteção necessária. O protetor solar deve ser aplicado cerca de 15 minutos antes da exposição solar, de preferência sem roupa e na maior quantidade possível – ou em duas camadas ou seguindo a regra da colher de chá: rosto/cabeça/pescoço/braços/antebraços (1 colher de chá); frente e atrás do torço/coxas e pernas (2 colheres de chá). O produto deve ser reaplicado a cada duas horas ou após imersão no mar ou na piscina.


Figura extraída do Consenso Brasileiro de Fotoproteção – Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD)

Fonte: Maria Carolina Corsi Ferreira – CRM/SP 162.835

Data de produção: 04/10/2022

Data da última atualização: 06/10/2022