O que é mioma? 5 dúvidas sobre nódulos no útero

Médico com modelo anatômico de útero e ovários. Câncer de ovário e colo do útero, Distúrbios do colo do útero, Endometriose, Histerectomia, Miomas uterinos, Sistema reprodutor, Gravidez e conceito de saúde.

Os miomas uterinos, também conhecidos como leiomiomas ou fibromas, são os tumores benignos mais comuns do trato genital feminino. Estima-se que eles afetem uma parcela significativa das mulheres em idade reprodutiva, e sua prevalência aumenta com a idade. Na Beneficência Portuguesa, o cuidado com a saúde da mulher inclui a desmistificação de condições como os miomas, que, apesar de frequentes, ainda geram muitas dúvidas e ansiedade. A palavra "tumor" pode assustar, mas é fundamental entender que os miomas não são câncer e o risco de se transformarem em uma lesão maligna (sarcoma) é extremamente raro. Muitas mulheres convivem com miomas sem apresentar qualquer sintoma e sem a necessidade de intervenção. No entanto, para outras, dependendo do tamanho, quantidade e localização, eles podem causar sintomas incômodos que impactam a qualidade de vida. Esclarecer as principais dúvidas sobre esses nódulos no útero é o primeiro passo para um diagnóstico tranquilo e uma tomada de decisão consciente sobre as melhores opções de tratamento, quando necessárias.

1. O que são miomas e por que eles se formam?

Miomas são tumores sólidos e não cancerosos que crescem a partir do miométrio, a camada muscular da parede do útero. Eles podem variar drasticamente em tamanho, desde milímetros (imperceptíveis ao olho nu) até grandes massas que podem distorcer o formato do útero. Uma mulher pode ter um único mioma ou múltiplos. As causas exatas para sua formação não são totalmente conhecidas, mas seu desenvolvimento está claramente ligado à influência dos hormônios femininos, estrogênio e progesterona. É por isso que eles surgem durante a idade fértil e tendem a diminuir de tamanho após a menopausa, quando os níveis desses hormônios caem. Fatores genéticos também desempenham um papel importante; mulheres com histórico familiar de miomas têm um risco maior de desenvolvê-los. Outros fatores de risco incluem a primeira menstruação em idade precoce, obesidade e uma dieta rica em carne vermelha.

2. Quais são os principais sintomas dos miomas?

A maioria das mulheres com miomas é assintomática, e eles são frequentemente descobertos em exames ginecológicos de rotina, como a ultrassonografia pélvica. Quando os sintomas ocorrem, eles dependem diretamente da localização, do tamanho e do número de nódulos. Os mais comuns são:

  • Sangramento menstrual aumentado (menorragia): Este é o sintoma mais frequente. A mulher pode notar fluxos muito intensos, com coágulos, e uma duração mais longa do período menstrual, o que pode levar à anemia.
  • Cólicas menstruais intensas (dismenorreia).
  • Sintomas compressivos: Miomas grandes podem comprimir órgãos vizinhos, causando sensação de peso ou pressão na pelve, aumento da frequência urinária (compressão da bexiga) ou constipação (compressão do intestino).
  • Dor durante a relação sexual (dispareunia).
  • Aumento do volume abdominal.
  • Infertilidade ou complicações na gravidez: Dependendo da localização, especialmente os miomas submucosos (que crescem para dentro da cavidade uterina), eles podem dificultar a implantação do embrião ou aumentar o risco de aborto.

O diagnóstico preciso é feito através de exames de imagem, sendo a ultrassonografia o método mais utilizado.

3. Mioma pode virar câncer?

Esta é uma das maiores preocupações das pacientes e a resposta é tranquilizadora: é extremamente raro que um mioma se transforme em câncer. Os miomas são, por definição, tumores benignos. O câncer que pode ser confundido com um mioma é o leiomiossarcoma, um tipo raro de tumor maligno do útero, mas ele não surge a partir de um mioma preexistente. São doenças distintas desde sua origem. Um crescimento muito rápido do nódulo, especialmente após a menopausa, pode levantar suspeitas e exigir uma investigação mais aprofundada, mas a chance de malignidade é inferior a 1%.

4. Todo mioma precisa de tratamento?

Não. O tratamento dos miomas é indicado apenas para as mulheres que apresentam sintomas que afetam sua qualidade de vida. Se os miomas são pequenos, não causam sintomas e a mulher não está tentando engravidar, a conduta mais comum é o acompanhamento periódico, com exames de imagem para monitorar o crescimento dos nódulos. A decisão sobre o tratamento é sempre individualizada, levando em conta a idade da paciente, a intensidade dos sintomas, o tamanho e a localização dos miomas, e o desejo de futuras gestações.

5. Quais são as opções de tratamento disponíveis?

Quando o tratamento é necessário, existe um leque de opções, que vão desde medicamentos até procedimentos cirúrgicos.

  • Tratamento medicamentoso: Utiliza medicamentos hormonais (como pílulas anticoncepcionais ou DIU hormonal) e anti-inflamatórios para controlar os sintomas, principalmente o sangramento e as cólicas.
  • Procedimentos minimamente invasivos: A embolização das artérias uterinas é uma opção que bloqueia o suprimento de sangue para os miomas, fazendo-os diminuir de tamanho.
  • Tratamento cirúrgico: A miomectomia é a cirurgia para a retirada apenas dos miomas, preservando o útero, sendo a escolha para mulheres que desejam engravidar. A histerectomia, que é a retirada completa do útero, é uma solução definitiva para os sintomas e é reservada para casos mais graves ou para mulheres que não desejam mais ter filhos.

A Clínica Medicina da Mulher da Beneficência Portuguesa oferece todas as opções de tratamento, com uma equipe especializada para discutir a melhor abordagem para cada caso.

BP: referência em saúde e bem-estar

Ter um diagnóstico de mioma não precisa ser motivo de alarme. Com a informação correta e o acompanhamento de uma equipe de especialistas, é possível gerenciar a condição de forma tranquila e eficaz. Na Beneficência Portuguesa, nosso foco é oferecer um cuidado personalizado, que considere suas necessidades e objetivos de vida.

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