Neurologia

Minha vida era completamente normal. Trabalhava, cuidava da casa, dos filhos, dos amigos. Mas comecei a sentir sensações estranhas no couro cabeludo e no rosto. Eu sabia que havia alguma coisa errada

Receber o diagnóstico de um tumor cerebral costuma despertar medo e muitas dúvidas. Para a publicitária e designer Flávia, de 52 anos, o caminho até a cirurgia de um meningioma na base do crânio foi marcado por incertezas, mas também por confiança na equipe médica e esperança durante todo o tratamento.

Casada e mãe de três filhos, ela levava uma rotina considerada comum até perceber que algo estava diferente.

"Minha vida era completamente normal. Trabalhava, cuidava da casa, dos filhos, dos amigos. Mas comecei a sentir sensações estranhas no couro cabeludo e no rosto. Eu sabia que havia alguma coisa errada."

O primeiro diagnóstico aconteceu cerca de três anos antes da cirurgia. Na época, o tumor deveria apenas ser acompanhado com exames anuais de ressonância magnética. Como não recebeu muitas explicações sobre a doença, Flávia seguiu sua rotina normalmente.

Com o passar do tempo, porém, os sintomas se intensificaram e ela buscou uma nova avaliação médica.

Foi então que compreendeu que precisaria passar por uma cirurgia neurológica.

O medo das sequelas foi maior do que o medo da cirurgia

Ao descobrir que precisaria realizar uma cirurgia aberta na base do crânio, Flávia conta que seu maior receio não era o procedimento em si, mas as possíveis sequelas.

"Eu não tinha medo de morrer. Meu medo era ficar com sequelas irreversíveis."

Mesmo diante da insegurança, ela procurou entender melhor o tratamento e pesquisou sobre procedimentos semelhantes, o que ajudou a reduzir parte da ansiedade.

Segundo ela, a confiança construída durante a primeira consulta foi determinante para enfrentar aquele momento.

"Quando o médico explicou tudo com clareza, eu tive certeza de que era ele quem faria minha cirurgia."

Antes de decidir onde realizaria o procedimento, Flávia consultou diferentes especialistas.

Ela conta que a decisão aconteceu logo na primeira consulta com o neurocirurgião, quando recebeu explicações detalhadas sobre o diagnóstico, os riscos e o tratamento.

"Depois que escolhi quem faria minha cirurgia, fiquei muito mais tranquila. A decisão foi racional e isso me deu segurança."

Além do atendimento médico, ela destaca o acolhimento recebido durante toda a jornada, desde a recepção até o acompanhamento psicológico oferecido antes da cirurgia.

Segundo Flávia, esse suporte fez diferença para enfrentar o tratamento com mais confiança.

Embora a cirurgia tenha sido bem-sucedida, o período de recuperação foi o momento mais desafiador.

Nos primeiros meses, ela enfrentou limitações importantes, como alterações na movimentação do rosto, dificuldade para enxergar e necessidade de auxílio para realizar atividades simples do dia a dia.

"Durante um tempo, você se sente dependente. Precisei usar tampão no olho e caminhar sempre acompanhada."

Apesar das dificuldades, ela ressalta que a recuperação acontece gradualmente.

"Cada dia você percebe uma pequena melhora. É um processo lento, mas chega uma hora em que tudo volta ao normal."

Hoje, a única sequela é uma leve alteração de sensibilidade no rosto.

Durante toda a recuperação, Flávia contou com o apoio do marido, dos três filhos e de familiares próximos.

Ela lembra que, ao voltar para casa após a cirurgia, encontrou a mesa repleta de flores enviadas por amigos.

O gesto permanece vivo em sua memória.

"As pessoas que realmente estiveram ao meu lado nesse momento tão delicado eu nunca vou esquecer."

Segundo ela, momentos difíceis também ajudam a compreender quem realmente faz diferença na vida.

Um conselho para quem recebeu o diagnóstico de meningioma

Ao olhar para toda a experiência, Flávia deixa uma mensagem para outras pessoas que estejam passando pelo mesmo desafio.

"Escolha um médico em quem você confie, escolha um bom hospital e acredite no tratamento. Isso já representa metade do caminho."

Ela também reforça a importância de ouvir o próprio corpo e buscar atendimento especializado sempre que perceber sintomas diferentes.

"Escute seus instintos. Quando a gente se escuta, consegue tomar a decisão certa."

Assista a entrevista completa

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Histórias que inspiram cuidado

Relatos reais de pacientes que encontraram acolhimento, confiança e apoio em cada etapa da jornada.

  • A forma como tudo foi explicado me deixou tranquilo. Saber exatamente o que iria acontecer fez toda a diferença

    "Confie na equipe que está cuidando de você, siga o tratamento e continue vivendo. A vida merece ser aproveitada todos os dias."

    Flávio Gapito

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  • Sempre soube exatamente o que iria acontecer. Essa confiança faz toda a diferença quando você está passando por um tratamento

    "O diferencial está no acolhimento. Desde a recepção até a equipe médica, todos tratam o paciente com atenção, respeito e um sorriso no rosto. Isso faz você se sentir realmente cuidado"

    Wilson Abdalla Aruk

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  • Eu chegava com uma lista de perguntas e saía com todas respondidas. A forma como tudo era explicado me fez perceber que eu estava no lugar certo, com o profissional certo

    "Quando acordei da cirurgia e comecei a andar, não conseguia acreditar que aquela dor simplesmente não existia mais. Foi uma sensação inesquecível"

    Angela Pineda

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  • A BP me acolheu como um lugar de cuidado e segurança. Nunca deixei de ser bem tratado em nenhum momento da minha jornada

    "Recebi informações sempre com sinceridade e objetividade. Quando existe acolhimento, nasce também a confiança para enfrentar o tratamento"

    Rogério Bandeira de Mello

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  • Eu me senti acolhida como se estivesse entre pessoas da minha própria família. Desde a recepção até cada etapa do tratamento, percebi um cuidado que ia muito além da doença

    "Quando ouvi a palavra câncer, entendi que muitas pessoas a associam imediatamente à morte. Mas, naquele momento, decidi que, para mim, ela significaria vida. Eu faria tudo o que fosse necessário para seguir em frente"

    Valeria Espiridião

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  • Meningioma: após diagnóstico de tumor cerebral, Karinne encontrou segurança para seguir com o tratamento

    "Quando recebi o diagnóstico, meu primeiro pensamento foi que talvez eu não visse meus filhos crescerem. Desde a recepção até a alta, todos me fizeram sentir que eu estava no lugar certo. Isso mudou completamente a forma como enfrentei o tratamento."

    Karinne Rodrigues Moura

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