Terapia CAR-T: estudo brasileiro mostra resposta em quase 90% dos casos de linfoma

  • 11 de junho de 2026

Um homem em uma cama hospitalar sorrindo e olhando para uma enfermeira

Foram apresentados em 10 de junho, em Ribeirão Preto (SP), os resultados preliminares do estudo que avalia o uso da terapia CAR-T no tratamento de pacientes brasileiros com linfoma e leucemia. Segundo os pesquisadores, quase 90% das pessoas com linfoma que receberam a terapia tiveram resposta positiva.

Conduzido pela Universidade de São Paulo (USP), Instituto Butantan e Hemocentro de Ribeirão Preto, o estudo visa avaliar a segurança e a eficácia do tratamento para subsidiar sua oferta no Sistema Único de Saúde (SUS). Até o momento, 75 pacientes foram incluídos na pesquisa; destes, 25 estão sendo tratados.

“Dentro do grupo de linfoma, tivemos 18 pacientes tratados até o momento. Eles apresentaram 88% de resposta ao tratamento, sendo a maioria com resposta completa, ou seja, com desaparecimento do linfoma”, disse Rodrigo Calado, diretor-presidente do Hemocentro e pesquisador principal do Centro de Terapia Celular (CTC-USP).

Presente na coletiva de imprensa de divulgação dos dados, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ressaltou que os pacientes do estudo já haviam passado por outras formas de tratamento, como quimioterapia, radioterapia e transplante de medula óssea. “Agora, a terapia CAR-T surge como uma esperança para essas pessoas”, afirmou.

A pesquisa está na fase clínica I/II, iniciada em março de 2024, e envolve cinco hospitais: Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP, Hospital de Clínicas da Unicamp, Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo e Hospital Sírio-Libanês.

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